[dropcap]A[/dropcap]s restaurções, tanto em amálgama como em resina composta, prolongam a vida do elemento dentário porém não os mantém isentos da possibilidade de recidiva da doença cárie. O controle da conseqüência da doença deve ser simultâneo ao tratamento da causa da mesma, pois apenas restaurar, sem descobrir a causa e alertar o paciente, fará com que a doença continue aparecendo e progredindo levando à troca da restauração.

O ciclo restaurador repetitivo baseia-se exatamente nisso, quando as restaurações não são duráveis e não curam a cárie é sinal de que o diagnóstico feito pelo profissional foi impreciso e a restauração realizada de maneira agressiva. Foi uma decisão imediata e a manutenção não foi efetivada da melhor forma pelo profissional, o que levou a restauração ao fracasso. A partir disso a mesma deverá ser substituída, geralmente depois de um período de 5 a 10 anos se for em amálgama e de 1 a 5 anos se for em resina. Para a substituição, um preparo deve ser realizado, ele será, de maneira inevitável, maior que o primeiro, aumentando a cavidade e a complexidade da restauração. Os CD após realizarem esse procedimento, concluem que fizeram um bom trabalho, mas a cárie não foi tratada como doença e os pacientes geralmente não possuem o mínimo conhecimento preventivo, testes de diagnóstico disponíveis para o trabalho são inadequados. A insatisfação do paciente leva-o a trocar de dentista, o que dá continuidade ao ciclo restaurador repetitivo e o acelera. Quando os efeitos adversos de materiais restauradores, como infiltração marginal, manchamento da interface e deficiência da anatomia dental começam a aparecer, o material deve ser substituído, recomeçando assim o ciclo e tendo como resultado uma significante insatisfação do paciente e do CD.

O experimento e pesquisas realizadas sobre o Ciclo Restaurador Repetitivo, foram descritas por Elderton no ano de 1999 e é muito comum entre os consultórios odontológicos de todo o mundo atualmente.

Autor: Tangreyse de Luca Moraes, 18 anos. Acadêmica do curso de Odontologia da Universidade Positivo, Curitiba – PR

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