terça-feira, 30 setembro, 2014

Proteção do Complexo Dentino-Pulpar


As cavidades, de acordo com a sua profundidade, podem ser classificadas em:

  • Rasas: até 1mm além da JAD
  • Médias: compromete ½  da espessura dentinária.
  • Profundas: mais da ½ da dentina. Nestes casos já se considera micro-exposições pulpares, não detectáveis clinicamente.

 Amálgama

Cavidade Limpeza Forrador Base Vedamento
Rasa Clorex. 2% XXXXXXX XXXXXXXXX Verniz
Média Clorex. 2% XXXXXXX CIV Verniz
Profunda Clorex. 2% Ca (OH)2 CIV Verniz

Observações:

  • A clorexidina 2% deixa as fibras dispostas para receber o adesivo.
  • A utilização do CIV demanda a utilização de ácido poliacrílico

Resina

Cavidade Limpeza Forrador Base Vedamento
Rasa Ácido fosfórico XXXXX XXXX Sistema Ades.
Média Clorex. 2% XXXXX XXXX Sistema Ades.
Profunda Clorex. 2% Ca (OH)2 CIV Sistema Ades.
Profunda escler. Clorex. 2% XXXX CIV Sistema Ades.

 

  • O uso de clorexidina 2% em cavidades profundas deve-se à proximidade com a polpa.

Tratamento expectante: consiste na não remoção total da cárie devido ao risco de exposição pulpar. Desse modo, remove-se a maior quantidade de tecido cariado possível (com curetas e/ou brocas em baixa rotação). Faz-se a limpeza cavitária com solução de Ca (OH)2. Aplica-se o cimento de hidróxido de cálcio na parede de fundo e sela com uma restauração de CIV. Após um período de espera de 45 a 60 dias, no pretende-se estimular uma reação dentinária de formação de ponte dentinária, verifica-se a remineralização, remove-se o tecido cariado restante, protege o complexo e restaura definitivamente.

Proteção Direta 

 1)        Quando ocorre pequena exposição pulpar durante acabamento do preparo (não há contaminação da polpa por cárie)

  • Proteção pulpar direta
  • Técnica: bolinha de algodão esterilizada embebida em solução de soro fisiológico sobre a exposição para hemostasia; solução de Ca (OH)2 sobre a exposição; Ca (OH)2 P.A. sobre a exposição; segue técnica de proteção pulpar convencional.

2)        Quando ocorre exposição pulpar quando ainda existe tecido cariado na cavidade (há contaminação por cárie)

  • Curetagem pulpar
  • A polpa apresenta pulpite reversível e a polpa exposta por cárie. A superfície da polpa encontra-se contaminada. A porção contaminada deve ser removida e o remanescente protegido por material biocompatível e estimulador da formação de tecido duro.
  • Técnica: remoção de todo o tecido cariado; lavagem cavidade com soro fisiológico; curetagem da porção exposta da polpa com cureta afiada; bolinha de algodão esterilizada embebida em solução de soro fisiológico sobre a exposição para hemostasia; solução de Ca (OH)2 sobre a exposição; Ca (OH)2 P.A. sobre a exposição; segue técnica de proteção pulpar convencional.

Tratamento Expectante 

 Indicações:

  • Quando não há comprometimento pulpar irreversível
  • Possibilidade de exposição pulpar se houver remoção de todo o tecido cariado

Objetivos:

1)        Anular as agressões provenientes da lesão cariosa;

2)        Interromper o circuito metabólico proporcionado pelos fluidos bucais às bactérias do tecido cariado;

3)        Bloquear a infiltração marginal;

4)        Inativar bactérias por ação bacteriostática ou bactericida;

5)        remineralizar dentina descalcificada;

6)        Hipermineralizar a dentina sadia subjacente;

7)        Estimular a formação de dentina reparadora.

 

 

Técnica:

(1) remoção da dentina cariada com brocas em baixa rotação e curetas, principalmente nas paredes circundantes;

(2) lavar a cavidade com solução de hidróxido de cálcio;

(3) aplicar camada de cimento de hidróxido de cálcio;

(4) restaurar a cavidade com cimento de ionômero de vidro restaurador ou cimento de óxido de zinco e eugenol;

(5) aguardar 45 a 90 dias;

(6) radiografia periapical (verificar periápice e formação de barreira dentinária mineralizada)

(7) teste de vitalidade pulpar (frio)

(8) dentro da normalidade remove-se o material provisório e o remanescente cariado e faz-se a restauração definitiva indicada.

Sobre Jefferson

2 comentários

  1. Leandro Katchan

    nao se faz mais a fixação com tricresolformalina na embocadura dos canais:::

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Scroll To Top
X