quarta-feira, 22 outubro, 2014
Processo Proliferativo Não Neoplásico

Processo Proliferativo Não Neoplásico

Lesões nodulares de etiologia traumática – constituindo superfície irregular, e cor avermelhada devido ao processo inflamatório.

 Granuloma Piogênico 

O granuloma piogênico é uma patologia traumática que pode acometer qualquer região do corpo humano. Apesar de possuir este nome, não corresponde a um granuloma verdadeiro, muito menos associação com bactérias piogenicas. É considerado uma lesão traumática com proliferação hiperplásica dos vasos sanguíneos. Ocorre proliferação endotelial e todo conteúdo sanguíneo o acompanha preenchendo-o.
O Granuloma Piogênico é uma patologia que ocorre em conjuntivo e apresentam um maior número de:

  • Células – endotelial
  • Substâncias da matriz extracelular, fibrose e inflamação
  • Podendo ter um componente inflamatório 

Características Clínicas

Se constitui por um crescimento tumoral similar variando de nódulo a massa nodular (tumor) de coloração vermelha, vinhosa ou violácea e sangrante ao menor toque. Por serem de origem traumática, em alguns casos podem apresentar superfície ulcerada fruto de irritação intensa. Podendo ter maior pré-disposição por:

  • Gengiva (superior>inferior)
  • Porção vestibular > lingual
  • Áreas anteriores
  • É mais comum em jovens e crianças

Características Histológicas

Proliferação altamente vascular (endotelial) apresentando numerosos canais vasculares telangectásicos e congestos por hemácias permeadas por intenso infiltrado inflamatório crônico o corpo da lesão ou ainda por um infiltrado inflamatório neutrofílico em áreas de úlcera – recoberta por membrana fibrino purulenta = fibrinosa e hemorrágica

Fibroma Ossificante Periférico

O fibroma ossificante periférico ou fibroma cemento ossificante periférico constitui uma patologia de exclusivo crescimento gengival reativo qual se desenvolve por maturação de fibroblastos em intensa deposição fibrosa associada a calcificação distrófica.

  • Nota 
“É importante ressaltar que na região de ligamento periodontal existem diversas células mesenquimais indiferenciadas que podem se diferenciar a qualquer tecido do ligamento periodontal. No caso do FOP, há diferenciação de fibroblastos ( ocorendo fibrose) e também de tecido osteoblástico ( porção ossificante). Há vezes que há material osteóide semelhante a cemento, aí dizer cemento ossificante.”.

Características Clínicas

Nódulo ou massa nodular pediculada ou séssil originada da papila dental. Tão qual o granuloma piogênico, podem ser ulceradas. Apresentam coloração vermelha, ou rósea predominando em mulheres jovens entre 10 a 19 anos.

Características Histopatológicas

Proliferação fibrosa densa, com intensa quantidade de fibroblastos maduros, em qual permeiam material mineralizado (calcificação distrófica) semelhante a osso (osteóide) ou mesmo cemento (cementóide).

No Fibroma Ossificante Periférico podem ocorrer imagens radiográficas peculiares. Verifica-se uma lesão de corpo radiolúcido, não sendo evidenciado numa tomada periapical, no entanto as áreas de osteóide ou cementóide revelam massas radiopacas de tamanhos variados no interior do corpo radiolúcido.

Lesão Periférica de Células Gigantes

 Também denominada de granuloma periférico de células gigantes constitui uma patologia de exclusividade do ligamento periodontal. Se evidencia como um nódulo ou massa nodular avermelhada, de consistência fibrosa e de cor avermelhada. É causada por uma irritação local e normalmente apresenta-se ulcerada. Pode ser séssil ou pedunculada e clinicamente é muito similar ao granuloma piogênico ou fibroma ossificante periférico. apresenta características radiográficas bem peculiares, ou seja perda de tecido ósseo cortical em forma de taça invertida. Essa entidade patológica possui esse nome por apresentar células gigantes. Ao contrário do FOP em que as células ósseas formam osteoblastos, nessa entidade patológica as células gigantes nada mais são que osteoclástos. Portanto com atividade de reabsorção óssea.

 Características Histológicas

Proliferação de células gigantes multinucleadas permeadas por células mesenquimais fusiformes e/ou ovóides contendo área hemorrágia intensa com deposição de hemossiderina e infiltrado inflamatório crônico.

 Neuroma Traumático

 Após um trauma físico nas regiões de nervos periféricos promovem a hiperplasia nervos devida lesão ou sucção da porção terminal de nervos periféricos constituindo um emaranhado de nervos pós ruptura (exodontia, remoções de outras patologias ósseas)

 Características Clínicas

Lesão nodular consistência firme, dor reflexa, parestesia ou sensação de choque podendo correr em qualquer idade ( adultos mais comum).

Características Histopatológicas

Feixes nervosos hiperplásicos permeados por tecido conjuntivo denso.  

Quadro comparativo com as características do GP, FOP e LPCG para facilitar a comparação e auxiliar no diagnóstico diferencial:

Características

Granuloma Piogênico

Fibroma Ossificante Periérico

Lesão Periférica de Células Gigantes

Clinica Nódulo/ massa nodular de coloração avermelhada e sangrante ao toque. Em alguns casos podem apresentar superfície ulcerada. Nódulo ou massa nodular pediculada ou séssil originada da papila dental. Apresentam coloração vermelha ou rósea. Nódulo ou massa nodular, de consistência fibrosa e de cor avermelhada. Pode ser séssil ou pedunculada e clinicamente é muito similar ao granuloma piogênico ou fibroma ossificante periférico.
Histológica Proliferação de células endoteliais apresentando numerosos canais vasculares permeados por intenso infiltrado inflamatório crônico no corpo da lesão recoberta por membrana fibrino purulenta. Proliferação fibrosa densa, com intensa quantidade de fibroblastos maduros, em qual permeiam material mineralizado (calcificação distrófica) semelhante a osso (osteóide) ou mesmo cemento (cementóide). Proliferação de células gigantes multinucleadas permeadas por células mesenquimais fusiformes e/ou ovóides contendo área hemorrágia intensa com deposição de hemossiderina e infiltrado inflamatório crônico – osteoclastos.
Radiográfica Não acomete tecidos duros para uma visualização radiográfica. Podem ocorrer imagens radiográficas peculiares. Verifica-se uma lesão de corpo radiolúcido, não sendo evidenciado numa tomada periapical, no entanto as áreas de osteóide ou cementóide revelam massas radiopacas de tamanhos variados no interior do corpo radiolúcido. Apresenta características radiográficas bem peculiares, ou seja perda de tecido ósseo cortical em forma de taça invertida.

Conteúdo retirado da aula do Professor Allan Giovanini
Imagem: USP – http://www.forp.usp.br/mef/digipato/56a.jpg 

About The Author

Jefferson P. Oliveira, 22 anos. Acadêmico do curso de Odontologia da Universidade Positivo, Curitiba – PR

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