Considerações em relação ao preparo

[dropcap]N[/dropcap]ão existe uma profundidade padrão para o preparo de facetas, pois este depende majoritariamente do grau de escurecimento do dente em questão. Dessa forma, dentes com alterações cromáticas leves, sem alteração cromática, ou excessivamente lingualizados, podem exigir um preparo mínimo ou até ausente. Dessa forma, a profundidade varia de 0,2mm a 2 mm, espessura que pode ser controlada pela própria ponta diamantada que está sendo utilizada.

Deve-se observar também as áreas estáticas e dinâmicas de visibilidade. A primeira refere-se a uma vista por vestibular, enquanto a segunda é uma vista por proximal, geralmente observada quando o paciente está com a cabeça em movimento, ou em um ângulo de visão não frontal. O estabelecimento destas áreas permitirá que se determinem os limites da faceta. Por exemplo, na área dinâmica de visibilidade, seria possível observar a linha de união das margens do dente com as da faceta. Dessa forma, na tentativa de mascarar essa margem, se faz um sobrextensão do preparo na região proximal, procurando manter os pontos de contato (ou pelo menos metade deles).

As brocas utilizadas são 1011/12/16 (esférica) e a 2135 (tronco cônica com extremo arredondado). Pontas diamantadas auto limitantes também podem ser utilizadas.

Em relação à extensão gengival, deve-se observar: a linha do sorriso do paciente, a saúde periodontal, o grau de escurecimento ou do acometimento da cárie, dentre outros. O ideal é que o preparo fosse supra-gengival. Mas, por razões estéticas, o preparo poderá ser normo-gengival ou com leve extensão subgengival (lembrando que a saúde periodontal neste caso está interligada a qualidade do acabamento e polimento do término).

O preparo da margem incisal pode ser de 4 tipos:

– Ponta de faca: casos sem alteração cromática

– Chanfrado: leve alterações. O chanfrado permite uma espessura suficiente do material para reproduzir a translucidez.

– Envolvimento da palatina (Ângulo reto na palatina e biselado por vestibular): quando o dente tem que ser aumentado verticalmente ou quando há severas alterações cromáticas.

Sequência clínica para facetas diretas (técnica da silhueta):

  • Profilaxia
  • Tomada de cor e verificação dos contatos oclusais
  • Escolha das resinas
  • Anestesia
  • Isolamento relativo ou absoluto modificado
  • Colocação de fio retrator, quando necessário
  • Confecção do sulco de orientação com broca esférica compatível
  • Confecção de sulcos axiais com broca tronco cônica
  • União dos sulcos em apenas metade do dente
  • Avaliação da uniformidade da profundidade
  • União da outra metade
  • Extensão proximal
  • Acabamento da margem gengival
  • Acabamento e regularização do preparo
  • Proteção dos dentes adjacentes e condicionamento ácido do dente com ácido fosfórico 37%
  • Lavagem abundante e secagem cuidadosa
  • Aplicação do sistema adesivo (o primer é utilizado apenas quando houver dentina exposta)
  • Após 10 segundos de volatilização do sistema, fotopolimerizar por 20 segundos
  • Inserção da resina de forma estratificada e incremental. Observar a necessidade do opacificador, sendo que se presente, este deve ser o primeiro incremento
  • A última camada pode ser de resina microparticulada, permitindo um bom acabamento e polimento
  • Acabamento e polimento, após a retirada do isolamento
  • Proservação

Sequência técnica para facetas indiretas

  • Profilaxia
  • Tomada de cor e verificação dos contatos oclusais
  • Escolha das resinas
  • Anestesia
  • Isolamento relativo ou absoluto modificado
  • Colocação de fio retrator, quando necessário
  • Confecção do sulco de orientação com broca esférica compatível
  • Confecção de sulcos axiais com broca tronco cônica
  • União dos sulcos em apenas metade do dente
  • Avaliação da uniformidade da profundidade
  • União da outra metade
  • Extensão proximal
  • Acabamento da margem gengival
  • Acabamento e regularização do preparo
  • Moldagem e confecção do registro de oclusão
  • Confecção e instalação de facetas provisórias (podem ser de resina acrílica cimentadas com cimento temporário ou com resina direta, retidas por uma camada híbrida apenas 3 pontos na vestibular do dente)
  • Etapas laboratoriais
  • Remoção das facetas provisórias e higienização da superfície, removendo os excessos do cimentos
  • Prova e ajuste da faceta, podendo se utilizar um cimento teste/ cimento prova, na tentativa de se verificar a coloração que a faceta adquirirá após cimentação. Ressaltar que o cimento teste deve ser hidrossolúvel
  • Higienização da superfície dentária

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Fonte da imagem: tctmedicare.com

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