Contração de polimerização: resinas sempre sofrem contração de polimerização, é uma característica inerente ao material, essa contração gera infiltrações, bolhas e outros, que podem causar o insucesso da restauração.

Existem meio secundários que ajudam no controle do valor da contração de polimerização, aumentando a fase pré-gel, definida como:

É a fase em que a resina consegue aliviar as tensões causadas pela contração de polimerização ou seja as moléculas encontram novas posições onde tentam amenizar o stress da contração de polimerização.

Revista BIodonto de 2003

Então, quanto maior a fase pré-gel, melhor para a restauração.

 

Métodos:

  • Luz distante da resina composta
  • Reduzir tempo
  • Comprimento de onda diferentes dos aparelhos

Quanto mais lenta for à polimerização, melhor será a qualidade da restauração. [divider]

Luz Halógena

As lâmpadas halógenas possuem um filamento de tungstênio que emite luz pela passagem de corrente elétrica. Partículas de tungstênio são desprendidas do filamento durante este processo. Os gases inertes e o halogênio, contidos no interior do bulbo, se combinam com as partículas de tungstênio e essa combinação, somada à corrente térmica dentro da lâmpada, faz com que as partículas se depositem de volta no filamento. Assim é o ciclo regenerativo do halogênio, que resulta em uma luz mais branca, brilhante e uniforme.

Três fatores essenciais são necessários para uma correta polimerização:

  1. Intensidade de luz suficiente,
  2. Comprimento de onda correto da luz visível
  3. Tempo de cura

O primeiro demonstrando o perfil da reação de quando se realiza uma polimerização convencional (alta densidade de luz), ou seja, sem fase pré-gel evidente. O segundo demonstra um perfil em que o ponto gel foi prolongado, evidenciando assim, uma fase pré-gel e uma reação mais lenta.

Técnicas de Fotoativação:

1.    Uniforme continuo convencional:  Essa técnica é a mais conhecida e mais utilizada pelos profissionais da área, sem presença da fase pré gel induzindo maior tensão na interface dente-restauração.

2.    Gradual (soft-start): Nesta técnica a resina é fotopolimerizada com baixa densidade de luz e curto período de tempo, tem o objetivo de prolongar a fase pré gel da resina composta. Gera menor stress na interface adesiva.

3.    Ramp: Nesta técnica a luz é aplicada inicialmente em baixa densidade, proporciona a resina uma polimerização mais lenta reduzindo as tensões pela possibilidade de escoamento.

4.    Alto pulso de energia: Refere-se a aparelhos a base de Arco de Plasma, Laser de Argônio e alguns a base de lâmpadas halógenas. Essa técnica tem a intenção de polimerizar a resina rapidamente reduzindo o tempo clinico de sua confecção.

O modo Descontinuo de polimerização refere-se à aplicação da luz com presença de intervalo para prolongar o período pré gel das resinas . A técnica mais conhecida é a Pulse Delay (Pulso tardio) que aplica um primeiro pulso de energia em um curto período de exposição aguarda-se 3 min e em seguida um alto pulso de energia, é aplicada por 30 e 40 segundos, o objetivo é proporcionar um maior tempo para que a reação de polimerização ocorra.

Vantagens da Luz Halógena:

  • Há mais tempo no mercado;
  • Médio tempo de polimerização;
  • Baixo custo
  • Maior efetividade quando aplicada sobre qualquer tipo de material fotopolimerizável
  • Fácil, manutenção
  • Boa intensidade de potência
  • Emitem luz num espectro mais amplo

Desvantagens:

  • Maior produção de calor;
  • Utilização de filtros;
  • Gera ruídos;
  • Menor vida útil;
  • Requer manutenção; [divider]

LED  (Light Emmitting Diode)

A Luz azul emitida por um led de 5W, com comprimento de onda de 470 nm exclusivamente e potência de 1200mw/cm2 (radii-cal-SDI), utilizado para a fotopolimerização pode ser utilizado com algumas limitações, mas ainda com bons resultados. Um dos fotopolimerizadores mais presentes no mercado com um led de 3W, comprimento de onda de 460nm e potência de 650mw/cm2 (LD Max-Gnatus) apresenta resultado semelhante quando aplicado sobre um elemento. O motivo desta limitação é a potência do equipamento, o que não inviabiliza a utilização para a transiluminação. Levando em consideração estes fatos, lesões mais extensas onde a profundidade deve ser avaliada para a eleição da técnica restauradora em comparação com microabrasão podem ser feitas com potências mais baixas, ao contrário de lesões menos evidentes que necessitam de potência e contraste para serem descobertas.

Os dispositivos, LED e a lâmpada halógena são emissores de luz. A diferença é que eles produzem luz de forma diferente. Enquanto na lâmpada halógena, um filamento de tungstênio que passa pela passagem de eletricidade é a fonte luminosa, no LED, um sanduíche de materiais semicondutores funciona como um ponto emissor de luz, quando a corrente elétrica passa por ele. Os princípios de produção de luz são diferentes e dessa forma, a luz emitida acaba apresentando características diferentes.

Verificaram que Independente do tipo de resina utilizada, os fotopolimerizadores de luz halógena produziram superfícies com maior dureza que aqueles em que o aparelho de LED azul foi utilizado.

O LED também gera calor, porém menos que a Luz Halógena.

Referência: Esse conteúdo foi resumido dos trabalhos de revisão literária apresentados na Universidade Positivo para a matéria de Dentística II.
Luz Halógena: André Baumel, Flavio Luis Zandonai Junior, Melissa Nalifico e Annelise Maria da Cruz [/tab][/tabs]

Autor:

jeff

Jefferson P. Oliveira, 24 anos. Acadêmico do 5º ano do  curso
de Odontologia da Universidade Positivo, Curitiba – PR

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