1. Hipertireoidismo: o problema da glândula tireóide de significado principal em cirurgia oral é a tireotoxicose. As manifestações precoces da produção excessiva de hormônio da tireóide incluem cabelos finos e quebradiços, hiperpigmentação cutânea, sudorese excessiva, taquicardia, palpitação, entre outros. O dentista deve ser capaz de diagnosticar previamente um hipertireoidismo não reconhecido, através de anamnese e exames prévios. Se houver a suspeita, a glândula tireoide não deve ser palpada, porque a manipulação pode desencadear uma crise. Esses pacientes devem ser encaminhados para uma consulta médica. Deve-se evitar atropina e soluções anestésicas com quantidades excessivas de epinefrina em pacientes parcialmente tratados.

2. Hipotireoidismo: os sintomas iniciais incluem fadiga, constipação, ganho de peso, rouquidão, cefaléia, artralgia, distúrbios menstruais, edema, pele seca, cabelos e unhas quebradiços. Se os sintomas forem leves, não há necessidade de mudança no protocolo.

3. Diabetes Melito: causada pela subprodução de insulina ou pela resistência dos receptores de insulina em órgãos periféricos aos efeitos da insulina, ou por ambas.

  1. Diabetes insulino-dependente: geralmente se inicia na infância ou adolescência. Subprodução de insulina que resulta na incapacidade do paciente em usar adequadamente a glicose. A glicose sérica aumenta para além do nível de reabsorção renal de glicose total, causando glicosúria. Além disso, o metabolismo dos carboidratos está alterado, levando à quebra da gordura e formação de corpos cetônicos. Isso pode produzir cetoacidose e a concomitante taquipneia com sonolência e, eventualmente, coma. Risco de hipoglicemia caso não tenha o equilíbrio da ingestão calórica, exercícios e dose de insulina.
  2. Diabetes não-insulino-dependente: produzem insulina, mas não em quantidade suficiente. Geralmente inicia-se na idade adulta, exacerbada pela obesidade e alimentação incorreta. Tratada com o controle do peso, dieta e uso de hipoglicemiantes orais. Os procedimentos cirúrgicos orais devem ser realizados no início do dia, utilizando um programa de redução de ansiedade. Os sinais vitais do paciente devem ser monitorados,; se houver sinais de hipoglicemia, como: hipotensão, fome, sonolência, náuseas, disformes, taquicardia ou alteração de humor, uma fonte oral ou IV de glicose deve ser administrada.

Se o paciente necessita perder uma refeição antes do procedimento cirúrgico, ele deve ser instruído a não tomar a insulina matinal.

As pessoas com diabetes bem controlado não são mais suscetíveis a infecções do que as pessoas que não tem diabetes, mas eles tem maior dificuldade de conter infecções. Isso é causado pela função leucocitária alterada ou por outros fatores que alteram a capacidade do corpo de controlar uma infecção, esse dificuldade é mais significativa em pacientes com diabetes não controlado. Portanto, a cirurgia oral eletiva deve ser adiada em pacientes com diabetes não controlado.

4. Insuficiência Suprarrenal: os sintomas da insuficiência suprarrenal primária incluem fraqueza, perda de peso, fadiga e hiperpigmentação cutânea e das mucosas. No entanto, a causa mais comum de insuficiência suprarrenal é a administração crônica de corticosteróides (insuficiência suprarrenal secundária). Esses pacientes regularmente apresentam uma “face em forma de lua”, “giba de búfalo” e uma pele fina e translúcida. Esses pacientes podem ser sujeitos hipertensos, febris e nauseados durante cirurgias complexas e prolongadas. Em geral, os procedimentos menores necessitam somente de um protocolo de redução de ansiedade. Dessa forma, os esteróides suplementares não são necessários para a maioria dos procedimentos odontológicos. Já procedimentos mais complexos, como cirurgia ortográfica em pacientes com supressão suprarrenal, geralmente necessitam de suplementação com esteróides.

 

Referência: Edward Ellis, James R. Hupp, Myron R. Tucker. Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea, 5 edição. (2): 9 – 12.
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Autor:

jeff

Jefferson P. Oliveira, 24 anos. Acadêmico do 5º ano do  curso
de Odontologia da Universidade Positivo, Curitiba – PR

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