Tratamento de lesões características

Cisto pode ser considerado como uma cavidade oca, revestida por epitélio, com a presença de um líquido citrino no seu interior (cristais de colesterol, plasma, exsudato celular, dentre outros). Seu tratamento pode ser realizado por duas técnicas: enucleação e a marsupialização. É uma lesão silenciosa, sem sinais clínicos (a não ser em casos de abscessos).

Continua depois do anúncio

Enucleação

Consiste na remoção total da lesão, sem fragmentação. Auxilia na não reincidência das lesões e no diagnóstico no momento da análise laboratorial

Em casos em que não houve extração simultânea, em casos de abscessos ou em casos em que o cisto é maior do que alvéolo recomenda-se a confecção de uma janela óssea com brocas e cinzéis, que permita o correto acesso e visualização do cisto. Nestes casos, faz-se o retalho, com incisões relaxantes longes do foco cirúrgico. Em seguida, faz a remoção completa do cisto através de curetas específicas, adequadas ao tamanho da cavidade. As curetas sempre são colocadas com o lado convexo em direção ao osso. Após a conferência da ausência de tecidos moles no interior da cavidade, faz-se o tratamento da cavidade e a síntese. Proservação do caso.

Marsupialização

É uma manobra muito utilizada nos casos de cistos muitos grandes, os quais são praticamente impossíveis de se remover sem lesionar gravemente os tecidos vizinhos.

Assim, as indicações gerais são

  • cistos muito grandes
  • potencial de fratura da mandíbula
  • acesso cirúrgico dificultado pela extensão da lesão
  • na assistência da erupção de um dente
  • pacientes não saudáveis: com a enucleação teria de realizar uma cirurgia muito extensa.

Dessa forma, consiste na colocação de um dreno na cavidade, suturando as margens. Este dreno permite o esvaziamento do líquido citrino (descompressão), diminuindo a pressão interna. Esta diminuição da pressão favorece os estímulos reparativos do osso, o qual, através da deposição óssea, favorece a diminuição do diâmetro da loja. Após o acesso, o dreno é colocado e estabilizado. É trocado a cada 72 horas. É feito o acompanhamento radiográfico para verificação do tamanho da lesão.

Odontosecção

Para a realização da odontosecção geralmente se utiliza de brocas de alta rotação, como Zecrya, ou para peça de mão reta (702), dependendo da conformação anatômica. A técnica pode ser removendo toda a coroa primeiro e daí atuar nas raízes, ou já seccionar a coroa de início. Deve-se sempre lembrar da anatomia radicular.

O sepultamento radicular é um tratamento de escolha principalmente nos casos em que a tentativa de remoção do fragmento será muito traumática ou arriscada. Entretanto, para que isto seja feito, o fragmento deve preencher os seguintes requisitos:

  • ter de 2 a 3 mm no máximo
  • raiz deve estar profundamente embutida no osso
  • o dente a qual pertencia deve estar completamente hígido, livre de infecções

Conteúdo retirado do Compêndio 2011 – Amanda Mushashe

ENVIE UMA RESPOSTA