📌 Conteúdo originalmente publicado em 2016 e revisado/atualizado em fevereiro de 2026.

A maxila é um osso par do viscerocrânio responsável pela sustentação dos dentes superiores, formação do palato duro e participação na cavidade nasal e órbita. Na Odontologia, seu conhecimento é essencial para diagnóstico, planejamento cirúrgico e interpretação de exames de imagem.

Anatomicamente, a maxila apresenta corpo e processos específicos que desempenham funções estruturais e funcionais no sistema estomatognático.

Resumo anatômico da maxila:
A maxila é um osso par do viscerocrânio que sustenta os dentes superiores, participa da formação do palato duro, da cavidade nasal e do assoalho da órbita, sendo fundamental para procedimentos cirúrgicos e reabilitadores na Odontologia.

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Quantos ossos formam a maxila?

A maxila é formada por dois ossos, um direito e um esquerdo, que se unem na linha média por meio da sutura intermaxilar.

Partes anatômicas da maxila

– Corpo da maxila

Região central que abriga o seio maxilar.

– Processos da maxila

  • Processo alveolar

  • Processo palatino

  • Processo frontal

  • Processo zigomático

Esses processos permitem articulação com outros ossos do crânio e suporte dentário.

Funções da maxila

As principais funções da maxila são:

  • Sustentação dos dentes superiores

  • Formação do palato duro

  • Participação na mastigação

  • Contribuição para a fonação

  • Estruturação da face

Importância da maxila na Odontologia

Na prática odontológica, a maxila é fundamental para:

  • Implantodontia

  • Cirurgia bucomaxilofacial

  • Ortodontia

  • Prótese dentária

  • Avaliação do seio maxilar

Maxila e exames de imagem

O conhecimento da anatomia da maxila é essencial para a interpretação de:

  • Radiografia panorâmica

  • Tomografia computadorizada

  • Tomografia de feixe cônico (CBCT)

Diferença entre maxila e mandíbula

  • Maxila: osso fixo, sustenta os dentes superiores

  • Mandíbula: osso móvel, sustenta os dentes inferiores

anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia vista frontal
Posição anatômica

Anteriormente: espinha nasal
Cranialmente: processo frontal
Lateralmente: processo zigomático

Corpo da maxila e estruturas associadas

Seio Maxilar: grande cavidade piramidal dentro do corpo da maxila
Forame Infra-Orbitário: serve como uma passagem para os vasos e nervo infra-orbitais
Face Orbital: forma a maior parte do soalho da órbita

anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia vista frontal e forames
anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia vista lateral inferior

Processos anatômicos da maxila

Alveolar: cavidades que alojam os dentes
Palatino: horizontal e projeta-se medialmente da face nasal do osso
Zigomático: eminência triangular e áspera, localizada no ângulo de separação das faces anterior, infratemporal e orbital
Frontal: lâmina que parte do limite lateral do nariz

Clinicamente, os processos da maxila são fundamentais para suporte dentário, estabilidade protética e planejamento de implantes.

anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia processo alveolar maxila
anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia processo palatino
anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia processo zigomatico da maxila
anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia processo frontal maxila

Articulação  

A maxila se articula com 9 ossos na região do crânio, são eles:

  1. Frontal;
  2. Lacrimal
  3. Etmoide;
  4. Nasal;
  5. Palatino;
  6. Concha nasal inferior;
  7. Zigomático;
  8. Vômer;
  9. Maxila do lado oposto.

Clinicamente, entender as articulações se torna fundamental, tanto para análise de exames, quanto para planejamentos cirúrgicos mais complexos e reabilitadores.

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anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia concha nasal inferior
anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia Zigomatico anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia Vomer

Por ser um osso que abrange uma grande área do viscerocrânio, a maxila se relaciona, além dos ossos citados acima, com outras estruturas da face. Uma dessas estruturas são os seios maxilares. São espaços pneumáticos contidos no interior do osso, normalmente segmentados por septos ósseos, vindo a ser os maiores seios paranasais da face.


anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia seio maxilar

A cavidade dos seios paranasais são revestidos por uma camada de muco denominada mucosa. A mucosa tem vários tipos de células: células epiteliais escamosas, células achatadas que revestem os seios e formam a maior parte da mucosa; células glandulares, similares às células das glândulas salivares, que produzem muco e outras secreções, além de células do sistema vascular e outras.

Clinicamente, essa relação do seio maxilar é de extrema importância para o cirurgião dentista, visto que o seio tem direta conexão com o alvéolo dentário superior, sendo importante nos planejamentos cirúrgicos para implantes, enxertos e exodontias.

Outra estrutura que está associada a essa região é o corpúsculo adiposo da bochecha, também conhecido como Bola de Bichat. É um tecido adiposo, encapsulado, de forma arredondada e bastante vascularizado (artérias temporais e artérias faciais).

anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia bola de bichatMusculatura relacionada com a Maxila  

Vários músculos da expressão facial tem sua origem (extremidade fixa) ou parte dela na maxila e em seus processos.

anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia musculos relacionados maxila

Inervação 

Na região da maxila, dois nervos são responsáveis pela inervação: o nervo facial e o nervo trigêmeo.

anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia nervo facial

Já o nervo trigêmeo, é o quinto par craniano, possuindo três ramos: o nervo oftálmico, o nervo maxilar e o nervo mandibular, com apenas os seus dois ramos superiores inervando região de maxila. Clinicamente, essa inervação é relevante em anestesias locais e procedimentos cirúrgicos da região posterior e anterior da maxila.

anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia nervo trigemeo

Irrigação

A maxila é irrigada por uma série de ramos derivados das artérias maxilares, facial e outras. Clinicamente, entender por onde passam as artérias é de extrema importância para os planejamentos cirúrgicos, principalmente para os cirurgiões implantodontistas e bucomaxilos.

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anatomia da maxila – estruturas ósseas do viscerocrânio na Odontologia irrigacao interior maxila

Conclusão

A anatomia da maxila é um dos pilares do estudo odontológico. Seu domínio é indispensável para uma prática clínica segura, precisa e eficiente.

Perguntas frequentes sobre a maxila

Por que a anatomia da maxila é tão importante na Implantodontia?
A anatomia da maxila influencia diretamente a posição dos implantes, principalmente pela presença do seio maxilar, qualidade óssea e altura disponível para ancoragem.


A maxila é um osso par ou ímpar?
A maxila é um osso par, formado por duas partes simétricas.


Por que a maxila apresenta maior reabsorção óssea após perdas dentárias?
A maxila possui osso geralmente mais esponjoso, o que favorece reabsorção mais rápida após extrações, impactando tratamentos restauradores e implantodontia.


Qual a função da maxila na Odontologia?
Ela sustenta os dentes superiores e participa da mastigação, fonação e estética facial.


O que é o seio maxilar?
É uma cavidade localizada no corpo da maxila, importante em procedimentos odontológicos.


Qual a diferença entre maxila e mandíbula?
A maxila é fixa, enquanto a mandíbula é móvel.


A anatomia da maxila influencia a estética facial?
Sim. Alterações ósseas da maxila impactam suporte labial, sorriso e harmonia facial, sendo relevantes em reabilitações estéticas e ortodônticas.

Quer aprender mais sobre anatomia de cabeça e pescoço? Acesse os links abaixo:

Referências

NETTER, Atlas de Anatomia da Cabeça e Pescoço. 3a Edição;
SOBOTTA, Anatomia de Cabeça, Pescoço e Neurocrânio, 24a Edição.

Imagens: KenHub; Sobotta; Netter.

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