Protocolo de Preparo

[dropcap]O[/dropcap] protocolo para a confecção de um preparo que vai receber uma restauração de amálgama, têm algumas peculiaridades e características específicas para receber esse tipo de material, que o diferem de preparos que recebem resinas compostas. Diferente das resinas, o amálgama tem adesão mecânica, ou seja, fica retido através das angulações convergentes para oclusal das paredes do órgão dental.

  • Paredes vestibular e lingual convergentes para oclusal, proporcionando auto-retentividade. As paredes mesial e distal devem ser levemente divergentes, pela orientação dos prismas de esmalte.
  • Paredes vestibular e lingual da caixa proximal convergente para oclusal e divergente para proximal, também seguindo a orientação dos prismas. Para a retenção da cavidade no sentido proximal, deve-se realizar sulcos nos ângulos axio-vestibular e axio-lingual.
  • Todos os ângulos internos arredondados, evitando concentração de forças e facilitando a condensação do material.
  • Parede pulpar plana, mas seguindo a característica morfológica, para não expor os cornos pulpares
  • Realizar curva reversa de hollemback na vestibular
  • Istmo inter-cuspídeo o menor possível, diminuindo a tendência de separação das cúspides. Esta tendência é denominada de efeito cunha, produzida pela decomposição de forças vertical aplicadas sobre uma plano inclinado (vertente triturante). Este efeito é potencializado em dentes com estruturas perdidas e em pré-molares.
  • Realizar núcleos de preenchimento adesivos em cavidades profundas, evitando a síndrome do dente trincado. Esta síndrome corrresponde a presença de trincas sob a resturação do amálgama, justamente pela recorrência do efeito de cunha. Estas trincas, promvem estímulos álgicos quando a restauração é submetida a pressão (alivia quando a pressão cessa). Com o tempo, pode levar a uma inflamação irreversível e, posteriormente, à uma necrose pulpar.
  • A profundidade mínima é de 2mm, uma vez que o amalgma é friável frente a forças de tração e compressão.
  • Irregularidades devem ser removidas com cortantes manuais
  • Ângulo cavossuperficial nítido.
  • Parede axial de mesmo comprimento que a caixa oclusal, promovendo estabilidade e equilíbrio de forças (evita o efeito alavanca).

 

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